Na estrada

Fase de qualificação do projeto concluída: hora de arrumar as malas para o sanduíche.

Desembarquei há algumas semanas no Reino Unido, para iniciar minha pesquisa de campo e para participar do fechamento do projeto Creative Industries, Cities and Popular Music Scenes: The Social Media Mapping of Urban Music Scenes, financiado pela Capes, via Ciência Sem Fronteiras.

O POA Music Scenes (como é mais conhecido) vem sendo capiteaneado pela professora Adriana Amaral, que trouxe à UNISINOS Michael Goddard, co-editor dos livros Reverberations: The Philosophy, Aesthetics and Politics of Noise (2012) e Resonances: Noise and Contemporary Music (2013).

Prof. Michael Goddard semana passada, no simpósio "Mapeando Cenas da Música Pop", em POA
Prof. Michael Goddard semana passada, no simpósio “Mapeando Cenas da Música Pop”, na UNISINOS

Tive a oportunidade de cursar a disciplina em que ele tratou de psicogeografia, cenas musicais urbanas e métodos de mapeamento, tendo o bairro da Cidade Baixa como objeto. É Goddard quem me recebe nos próximos meses, abrindo caminhos entre Manchester e Londres.

Esse circuito já começa sendo alargado para além da Inglaterra, com visitas à Escócia e à Irlanda do Norte. Neste momento, estou em Glasgow, atraída pela segunda edição do festival Radiophrenia (que pode ser ouvido online até dia 11/09) e pela oportunidade de conhecer o Cris, integrante dos Sleepwalkers, banda da cena independente brasileira dos anos 1990 que sempre me chamou atenção. Sobre esses encontros escreverei mais em breve.

Também contarei com mais detalhes como Glasgow tem proporcionado também a escuta de gigantescos órgãos de tubo em edifícios maravilhosos, além de muitas rotas interessantes para caminhadas sonoras, que estou registrando em áudio e em mapas colhidos com ajuda de GPS.

A próxima parada será a cidade de Derry/Londonderry, onde na próxima semana acontece o encontro anual da Associação Irlandesa de Som, Ciência e Tecnologia, a ISSTA. O tema será Zonas Autônomas Temporárias (TAZ), aludindo também às ideias de Henri Lefebvre em A Produção do Espaço. Parece que caiu como uma luva.

ISSTA 2016

Vou tentando deixar o blog atualizado durante essas andanças, mas quando a gente bota o pé na estrada, a estrada reclama praticamente toda nossa atenção. O que, especialmente em termos metodológicos, não deixa de ser um grande desafio.

:: Este doutorado sanduíche está sendo financiado pela Capes – Ministério da Educação do Brasil, por meio do Programa Professor Visitante do Exterior do Ciência Sem Fronteiras ::

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