Resenha que li sobre um audiovisual que “audiovi”

21 Fev

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21/02/2013 

 

Luis Fernando Novoa Garzon e Lou Ann Kleppa,

 

 

A estrovenga girou 

Passou perto do meu pescoço 

Corcoviei, corcoviei 

Não sou nenhum besta seu moço 

A coisa parecia fria 

Antes da luta começar

Mas logo a estrovenga surgia

Girando veloz pelo ar

Eu pulei, eu pulei

E corri no coice macio

Só queria matar a fome

No canavial da beira do rio

Jurei, jurei

Vou pegar aquele capitão 

(Chico Science – Cidadão do Mundo)

 

O primeiro longa (O som a redor, 2012) do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho tem feito o devido barulho por onde passa. Kleber é contemporâneo e herdeiro da eclosão regional-global nos anos 90 que efervesceu musicalmente como “movimento manguebit” (ou mangue-beat) na batida de grupos como Mundo Livre S.A., Nação Zumbi, e na voz de Chico Science.

O filme mostra o mapa sonoro da polarização social  no nosso cotidiano: o som dos ambulantes, dos alarmes em forma de sirene ou de latido, dos carros que aceleram e que colidem, dos eletrodomésticos que ressoam o que seus donos calam, do grito que não redime, dos pés descalços pulando o muro dos condomínios, das bombinhas que, estourando em cadeia, anunciam o tiro certeiro.

O filme é dividido em três partes: 1) cães de guarda, 2) guardas noturnos e 3) guarda-costas. A questão da segurança na metrópole cindida entre a privação e o privilégio pode ser identificada como um fio condutor do filme que conta com vários personagens que vivem/transitam na mesma rua. O espaço que guardas e guardados dividem é o mesmo, com a diferença de que os guardas ficam fora da casa e os guardados se trancam por dentro. O som ampliado no filme, tanto aquele que causa incômodo aos personagens como aquele que ressalta a vingança de outros, rege a narrativa fluida e convidativamente solta.

A narrativa atravessa o tempo: a primeira cena expõe uma foto antiga de uma família camponesa em frente a um engenho. Todas as cenas seguintes se passam na Recife atual. No tempo do engenho de cana, uma autoridade central detinha dinheiro e força a seu serviço para impor-se. No tempo da urbe, cada grupo social se protege ou se abriga como pode: a autoridade está fragmentada e milícias fazem o papel da polícia. Na cidade herdeira das pilhagens e chacinas, um dos fragmentos volta para cobrar seu preço: “O senhor não se lembra? Pois eu tinha seis anos – e eu lembro.”

A narrativa atravessa o espaço: o ex-senhor de engenho é dono de metade dos imóveis da rua. A trama deduz a cidade do engenho, a riqueza fundiária da latifundiária. Na metrópole sitiada, as rarefeitas zonas urbanizadas são privatizadas e gentrificadas. O espaço privativo é pouco para tanta gente e a rua fica vazia. Aquela rua na praia de Boa Viagem é um simulacro do engenho: a família do coronel continua dona do pedaço.

O mandonismo e a desigualdade impregnam os personagens: um dos netos do coronel herda o ofício de administrar os bens da família enquanto agente imobiliário, o outro herda a truculência, o poder desmedido de quem não deve explicações. O filho do coronel acha um absurdo pagar a um grupo de seguranças para que façam a vigilância da rua, afinal de contas, ela é patrimônio familiar. Do outro lado da linha social estão os rapazes que oferecem o serviço de segurança; o lavador de carro que tenta ajudar a madame com suas bolsas é repelido e risca a traseira do seu carro; a empregada que acompanha o segurança que tem a chave da casa de um moradores (porque ficou incumbido de regar as plantas) mas que só cede se for “na cama”; e a vizinha invejosa que ataca a outra quando recebe em sua casa uma TV algumas polegadas maior que a sua. No meio, entre os muito ricos e os pobres, está a mãe de família de classe média que deixa que seus filhos decidam sua rotina: paga um curso de inglês, depois muda para chinês quando a filha argumenta que eles já têm aula de inglês na escola. Essa mulher tenta dar vazão à sua vida entre grades (tanto físicas como simbólicas): usa o baseado como escape ao vazio e eletrodomésticos que mal dissipam desejos incontidos. Esta personagem representa uma “Classe C” muito díspar daquela que figura na imagem oficial em massiva e empolgada ascensão social. O latido incessante do cachorro do vizinho (aquinhoado com mansão e piscina) tangencia as distintas posses com uma barreira sonora. Emparedada entre as classes, a mulher revida com um aparelho de emissão de ultrassom que aflige o cão de guarda. Logo depois vexa a empregada iletrada que enfiou o aparelho na tomada 220, ignorando a advertência do adesivo.

O medo de ser invadido e ceder seu lugar social permeia o filme todo: o coronel de engenho tem medo de perder o monopólio reciclado; o agente imobiliário ouve passos acima de si quando mostra o porão do antigo engenho abandonado e vazio para a namorada. Além disso, disfarça seu incômodo ao ver que a empregada traz as netas e o filho que se espalham na casa. Este bom neto do coronel é atormentado por um banho de sangue que nem faz parte de sua memória, mas define o passado de seu avô. A caçula da família de classe média tem um pesadelo em que a casa é tomada e desmanchada por infinitos assaltantes. O medo é a herança onipresente das gerações mais novas.

O som atravessa. Desde seu primeiro curta (Enjaulado, 1997), o diretor Kleber Mendonça Filho conta histórias através do som ambiente. É seu método sinestésico destapar os olhos destampando os ouvidos, já que o som é mais imune aos filtros que a imagem. O som ao redor reúne um arsenal de signos iniludíveis que se antecipam e desdizem os significados autorizados. Apuremos ouvidos e olhares diante dessa provocativa sonoplastia de uma sociabilidade urbana truncada e renhida.

Publicado em Brasil de Fato.

E aí, gostaram do novo SoundCloud?

6 Dez
Nova interface do SoundCloud

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Os caras estão dando um gás na parte de rede social que lhes cabe: adicionaram o recurso de reblogar uma faixa na nossa própria timeline e estão mostrando melhor usuários recomendados, só para citar o que mais me chamou atenção. Agora também dá para fazer coleções de sons e explorar o conteúdo sem precisar deixar de ouvir o que está tocando (ainda não testei). Mudam bastante o desenho do ambiente, mas a página de subir arquivos ainda está no layout velho.

Achei mais difícil achar gravações de campo (field recordings). Esse tipo de áudio costumava aparecer quando o serviço te retornava tudo mesmo, inclusive aquilo que tem registrado o termo nas tags. Mas ao contrário do que dá a entender, a busca “Everything” não vai pegar tudo, só o que ela encontra no nome da faixa ou do usuário, por exemplo. Etiquetas ficaram de fora. Fui encontrar as tags quando deixei de lado o “Everything” e cliquei nos três itens abaixo dele, no menu que aparece quando você finalmente faz uma busca (“Sounds”, “Sets” e “People”).

E também tem isso: só consegui chegar nessa página realizando uma primeira busca. Não encontrei um atalho mais rápido. Se vocês encontrarem, me digam. Vamos ver se eles dão melhorada nas próximas semanas, também.

 

Palestra em Fortaleza!

11 Nov
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Esta semana estou indo a Fortaleza. Será a primeira vez na cidade depois que concluí o mestrado sobre o chegadinho. Graças ao convite do Chico Neto, parceiro praticamente incondicional em cada projeto que inicio, vou palestrar na Livraria Saraiva MegaStore do Iguatemi na próxima sexta-feira, dia 16 de novembro, às 19 horas. A entrada é franca.

Quem tiver vontade de saber mais sobre o chegadinho e sobre nossa metrópole, vai encontrar alguém ansiosa por contar um pouco do que encontrou ao longo deste trabalho no mestrado em Planejamento Urbano e Regional, aqui na UFRGS, em Porto Alegre. Aos que estarão em Fortaleza, espero vocês lá!

Rumo à biblioteca

22 Out

Debaixo de chuva, fui à gráfica da universidade pegar os volumes da dissertação impressa. Grande coincidência: cheguei ao balcão junto com um colega com quem cursei a disciplina de Teoria e Prática do Ensino Superior, ministrada pela professora emérita Merion Bordas, em 2009. Tinha ido pegar sua tese de doutorado em Agronomia.

Até hoje guardo um tubinho que ele nos deu durante a aula que preparou para a turma, com sementes de capim annoni, uma planta que é considerada uma praga, principalmente aqui no Sul do Brasil. Cada um de nós teve que preparar uma aula a partir de seus campos de pesquisa para apresentar aos colegas. Foi bem legal essa experiência!

Bom, o próximo passo é levar um exemplar impresso da dissertação à biblioteca, junto com o arquivo que, em breve, deve estar disponível no repositório digital da UFRGS. Mas enquanto ele não aparece lá para ser baixado, trago aqui uma palhinha: o artigo “Ofício de ambulante: saber sobre a cidade”, que apresentei semana passada no XII Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, aqui mesmo na universidade, em Porto Alegre.

Para coroar a maratona dos últimos dias, ontem terminou o II Atelier da Rede Latino-americana Imagem & Identidade & Território, que reuniu na cidade integrantes de grupos de pesquisa ligados à UFRGS, UFRJ, UFBA e à FLACSO Ecuador. O encontro foi organizado pelo nosso grupo de pesquisa, o GPIT, e me deixou a cabeça fervilhando. Mas se eu for sentar para escrever alguma coisa, é melhor que sejam os artigos para o Enanpur do próximo ano. Recife, aí vamos nós! (Assim espero.)

O triângulo e as manifestações

12 Out

Esplanada dos Ministérios, Marcha de Brasília na Jornada Nacional de Lutas – Foto: T. Aragão

Estes são tempos de ir às ruas. Nos últimos anos, lá fui eu, como vocês sabem, conhecer os vendedores de chegadinho. Minha atenção foi atraída e guiada até eles por um som em particular: o do triângulo. Mas eis que me surpreendo com o fato de que recentemente, para além do recorte de minha pesquisa, venho observando o aparecimento desse instrumento de percussão em outras ocasiões, igualmente em contextos de territorializações em espaços públicos.

Ano passado, este rapaz da foto acima passou ao meu lado tilintando seu triângulo. Ele estava no canteiro central da Esplanada dos Ministérios e a foto foi tirada do asfalto, onde eu estava cercada por camponeses sem-terra, servidores da educação e da saúde, entre outros manifestantes vindos de todo o Brasil. Isso aconteceu durante a greve das universidades federais que precedeu a grande paralisação de 2012.

Já em junho passado, no bairro onde moro aqui em Porto Alegre, me encontrei com colegas da área da Cultura numa manifestação contra a proibição sumária de música ao vivo nos bares da Cidade Baixa pela prefeitura. E lá estava um outro rapaz tocando seu triângulo.

2ª Caminhada Cultural em Defesa da Música Ao Vivo, do Trabalho e da Cultura – Foto: T. Aragão

Essa manifestação foi reflexo de um conflito atual entre vários grupos em relação aos usos que se dá ao espaço e aos limites entre público e privado, entre direitos e deveres. Há donos de estabelecimentos com diferentes visões sobre que práticas seriam aceitáveis ou desejáveis para o local, há moradores com diferentes expectativas, vereadores idem, da mesma forma como acontece com quem visita a vizinhança. Esta, por sua vez, tem seu próprio histórico boêmio: palco dos antigos carnavais de Porto Alegre, lugar onde nasceram compositores como Lupicínio Rodrigues.

Os motivos da insatisfação da classe artístico-cultural, que encontra eco no meio universitário, foram expressos da seguinte maneira pelo recém-aglutinado movimento Defesa Pública da Alegria: “Porto (ex-)Alegre se tornou uma cidade que arranca as pessoas de suas casas em nome de um campeonato de futebol, que esvazia de gente as ruas e praças, que persegue a música e qualquer forma de arte nas ruas e nos bares, que mutila parques e impõe um viaduto na beira do Guaíba – sabia? – em nome da falida cultura do carro, que abandona o transporte público e a bicicleta e orgulha-se de sua ciclovia de 400 metros”. Na semana passada, o movimento realizou manifestação com música, teatro, dança, em frente à prefeitura municipal da capital gaúcha. Infelizmente, o dia não terminou bem.

Ontem, a Defesa Pública da Alegria esteve novamente ao Centro. E não é que mais um triângulo apareceu?

Defesa Pública da Alegria, ontem, em Porto Alegre – Foto: CC BY-SA Fora do Eixo

Neste vídeo é possível ouvir o som do evento.

Bom, está em discussão uma ampla e complexa questão sobre a cidade brasileira, que passa pela especulação imobiliária, pela falta de transparência e de participação da população nas decisões sobre parcerias público-privadas, pelo peso e interconexão das escolhas individuais e governamentais na problemática da mobilidade, pela forma como se define o uso do solo e se faz a gestão do território. Interessante como som ambiental e atividades culturais não são apenas outros pontos nevrálgicos a tornar mais pungente esse contexto, sendo eles mesmos acionados para abrir um campo de debate coletivo sobre processos urbanos contemporâneos.

É muito difícil ficar alheio a essa circulação e reverberação de ideias, que começa no íntimo, encontra repercussão nas redes sociais, chega às ruas. Mas quando me dou conta de que um triângulo – não um megafone, não uma vuvuzela, não um apito, não um tambor – está sendo tocado por alguém no meio desses acontecimentos é algo que acaba me tocando também, de um jeito muito especial.

O parque, no primeiro sábado desta da primavera

22 Set

Banda tocando em atividade de alongamento na Redenção

Esta gravação foi motivada pela percepção de um grupo fazendo alongamento ao som de “Ai se eu te pego”, próximo ao Monumento ao Expedicionário, em Porto Alegre, na primeira manhã de sábado da primavera de 2012*.

Acionei o microfone ao me dar conta do que estava acontecendo e atravessei a José Bonifácio para chegar mais perto. O som da música e do amplificador da atividade pública aumenta à medida que me aproximo. A foto foi feita no ponto máximo de minha aproximação.

Feliz primavera! :)

—–

*Atualizando: a privamera começa, de fato, amanhã. Mas estou à espera dela desde o início do inverno. Relevem. ;)

* Atualizando de novo: Alexandro Camargo, professor da Geografia da UNIFAP, confirma o sentimento: primavera começou no sábado, mais precisamente às 11:49, horário de Brasília. o/

Defesa marcada!

29 Jul

Estou muito feliz por finalmente anunciar a data do ato público de conclusão do meu curso de mestrado em Planejamento Urbano e Regional aqui na UFRGS, em Porto Alegre. No dia 30 de agosto de 2012, às 14 horas, defenderei a dissertação “Doce som urbano: o triângulo e as territorializações dos vendedores de chegadinho em Fortaleza”.

Gilmar de Carvalho, Viviane Vedana e João Rovati formarão a Banca Examinadora, bem de acordo com um programa de pós-graduação interdisciplinar: Comunicação (e Cultura), Antropologia (do Som) e Arquitetura e Urbanismo (Planejamento). Será uma honra e um prazer concluir ouvindo essa turma de peso.

Serei sempre profundamente grata a tod@s @s inúmer@s colaboradores da pesquisa e ao meu orientador no PROPUR, professor Eber Marzulo, por terem acreditado nessa ideia junto comigo. Não teria feito sozinha.

Ah, a arte da caneca é do designer Chico Neto, parceiro incondicional: preparativos para o lançamento do documentário em vídeo, com imagens que estiveram na gênese do trabalho, anteriores à pesquisa acadêmica. Nos aguardem!

Está todo mundo convidado. Seria um grande prazer contar com a presença dos leitores do Escuta Nova Onda nesse momento (tenso, rsrs).

Segue o RESUMO.

Este estudo propõe que nos debrucemos sobre o ambiente sonoro da cidade, a fim de investigar o que dele pode emergir, que seja chave para a compreensão da sociabilidade contemporânea em aglomerados urbanos. Investigamos o som como elemento central de um processo de territorialização, constituindo uma tática de apropriação do espaço público. O recorte apreendido foi o vendedor de um biscoito chamado chegadinho, os percursos que ele empreende para cobrir extensas áreas da cidade de Fortaleza em sua atividade, e o hábito de tocar um instrumento musical – o triângulo – para comunicar sua passagem e estabelecer contato com a população. Foram mobilizados informantes para localização desses eventos sonoros, formando um mapa de pontos de escuta. Paralelamente, ambulantes foram entrevistados e itinerários, traçados. Foi também realizada uma pesquisa histórica e memorial que forneceu um panorama da constituição daquele território e dos sons da capital a partir da primeira metade do século XX, assim como dos antecedentes, rebatimentos e reverberações da própria prática ambulante observada. Identificou-se que os vendedores abordados, quando em atividade, tendem a realizar um movimento do Centro em direção ao bairro Aldeota, reproduzindo ou acompanhando o vetor de deslocamento de residências e varejo característicos de camadas mais altas que se estabeleceu na dinâmica urbana de Fortaleza a partir da segunda metade do século XX. Foi possível perceber também a tendência de que os fluxos que emergiram dessas enunciações pedestres partem da zona oeste para a zona leste de Fortaleza, de áreas residenciais das camadas populares para áreas residenciais de camadas de média e alta renda. A partir da investigação, chegou-se à conclusão de que a passagem dos vendedores de chegadinho em Fortaleza se conforma como um padrão de fenômeno social associado à hierarquização do espaço físico como espaço social. O estudo se dedicou ao cotidiano, especialmente ao espaço banal de Milton Santos e à historicidade cotidiana de Michel de Certeau, para analisar como práticas humanas não apenas envolvem o uso do espaço mas também o criam. Assim como sugere Certeau, para quem a cultura popular é um conjunto móvel de táticas, os relatos de espaço coletados junto aos vendedores de chegadinho serviram de base de análise para entender o uso que esse grupo de sujeitos faz do repertório oferecido pelo sistema urbanístico – uso que é assumido como produção do espaço e que, para o autor, é uma atividade cultural de sujeitos não produtores de cultura convencionais.

Palavras-chave: som; cidade; cotidiano; vendedores ambulantes; cultura popular

Dossiê temático na Contemporanea

14 Jul

Um dossiê temático sobre música, escuta e comunicação é o que traz a nova edição da Contemporanea – Revista de Comunicação e Cultura, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA.

Estou aqui lendo “Da escuta mediada à escuta criativa”, de Fernando Iazzetta. Outros artigos interessantes na fila.

Pendulum sound machine

13 Jul

Ao vivo, é ainda mais interessante. De Kyouei Design.

Novos encontros

9 Jul

É como música para os ouvidos: o Seminário de História da Cidade e do Urbanismo aceitou meu artigo “Ofício de ambulante: saber sobre a cidade”, tanto para publicação quanto para apresentação oral. O XII SHCU vai acontecer em outubro aqui “em casa”, na UFRGS, em Porto Alegre. É um evento bacana da área, porque acontece no ano em que não tem Encontro da ANPUR, e também faz parte da programação da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional.

Outra oportunidade especialmente interessante a quem pesquisa o ambiente sonoro ainda está com inscrições abertas: “Antropología y sonidos de la cultura” é o simposio 13 da ALA 2012 - III Congreso Latinoamericano de Antropología. Os coordenadores são Viviane Vedana, que tive o prazer de ter em minha banca de qualificação, e Gerardo Mora Rivera, que conheci no ano passado durante a Reunião de Antropología do Mercosul.

Ali eles já estavam montando uma rede de pesquisadores que se dedicam ao estudo das expressões sonoras da cultura. A ideia é tocar adiante e ampliar essa rede latinoamericana, abrindo espaços para “apresentação de resultados de investigações que, desde o trabalho de campo, permitam discutir teorias, conceitos e metodologias no marco da antropologia em som”.

As propostas podem ser enviadas diretamente para eles, pelos e-mails vi_vedana [arroba] yahoo.com.br e gamora [arroba] uc.cl, até o próximo sábado, dia 14 de julho. Gerardo fez uma nota no Facebook onde há mais informações. Não deixem de visitar. Quem sabe a gente se encontra em novembro, no Chile… Vamos torcer!

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