Cage faz Cage

21 Abr

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Da música ao som: proposta para abordar o espaço

14 Abr
“World Beat Music”, James Plakovic

“World Beat Music”, James Plakovic

Boas notícias: só falta revisar a dissertação!

As novidades, portanto, já começam a aparecer: na próxima quinta-feira, dia 19 de abril, apresento um trabalho no I Colóquio Geografia, Literatura e Música, que vai acontecer na UFRGS, aqui em Porto Alegre. Saiu a programação e vi que tem muita coisa legal – choro potiguar, eletrônica baiana, Manguebeat (nem precisa dizer de onde), fandango caiçara, samba carioca, música pampiana, hip hop, marchinhas carnavalescas, pop e por aí vai.

Da minha parte, vou contar como uma série de eventos relacionados ao trabalho com a produção musical brasileira que me levou a estudar o ambiente sonoro urbano. E esse estudo – que está na dissertação – em algum momento acabou me levando de volta à música brasileira. Vou compartilhar como essa possibilidade metodológica se revelou, como foi assumida e que resultados gerou.

No final da primeira tarde de apresentações, o mestre e doutorando em Geografia da UFPR Marcos Torres vai guiar o trabalho de campo “Explorando a Paisagem Sonora em Porto Alegre”. Vamos?

A entrada é franca. Quem quiser e puder, apareça lá no Instituto de Geociências da UFRGS. Aí vai a programação!

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Tintim por tintim

27 Nov

“Quem gosta de saber de tudo nos mínimos detalhes ou quer esclarecer algo precisa que as coisas sejam explicadas tintim por tintim. Desde o início do século XIX, a expressão já aparecia em dicionário da língua portuguesa. Trata-se de uma onomatopeia, ou seja, uma palavra que reproduz um som. Neste caso, o som era o das moedas de ouro ou prata, contadas uma a uma durante a Idade Média e na Época Moderna. Antes do dinheiro de papel, dos cheques e das transferências eletrônicas, após as transações, as moedas de metal eram contadas e lançadas umas sobre as outras. Tintim por tintim.” (Em Almanaque Brasil)

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5 Nov

Grande repercussão dessa matéria que saiu no 2 de novembro no Diário do Pará, com centenas e centenas de compartilhamentos no Facebook.

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“Música com sons da vida”

8 Set

Pra quem tem iPhone, esse programinha só custa um dólar. Chama-se MadPad. A dica é do @iescossia, e vem daqui.

 

Alex Ross palestra e autografa no Brasil

29 Jul

Gosto tanto de boas linhas de baixo que minhas bandas prediletas têm que ser fantásticas nesse quesito – e são. Eu mesma começava a compor meu rocks pela linha de baixo. Mesmo assim, nunca pensei que alguém teria a delicadeza de fazer uma palestra sobre isso. Mas claro que tinha que ser Alex Ross, um cara que cresceu ouvindo música clássica, encontrou a música moderna de vanguarda na faculdade e só depois de passar pela experiência de Sonic Youth e Pere Ubu se viu preparado para ouvir Beatles e Bob Dylan.

Autor de “O resto é ruído – Escutando o século XX“, Ross é um dos críticos musicais mais interessantes da atualidade e escreve delícias sobre a música do século XX e XXI, acessível a não iniciados e aos iniciados também. Ele estará em São Paulo na próxima quinta (04/08) e no Rio de Janeiro sábado (06/08) para falar sobre “Chacona, lamento, walking blues: linhas de baixo da história da música”. Dá pra acreditar?

De quebra, autografará seu novo livro “Escuta só – Do clássico ao pop”, cuja orelha começa com “de Bach a Björk…”. Já tenho o que ler depois que terminar a dissertação (estou indo, estou indo). Mais detalhes sobre a vinda de Alex Ross estão no blog da Companhia das Letras – parabéns editora, pelos 25 anos e por essa série comemorativa de conferências.

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“Solo para Marta”

16 Jun

Exercício de escuta, sutis prazeres.

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Esta composição teve sua estreia esta semana, no festival Música da POA, aqui em Porto Alegre. A violoncelista Marta Brietzke interpreta peça composta para ela por Germán Gras. Sou muito suspeita para falar deles. Gosto muito.

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Esforços de engenharia

3 Jun

Chegou por aqui e-mail com um vídeo de uma “orquestra feita por engenheiros”, mostrando a performance de um superinstrumento automático que teria sido desenvolvido com componentes de máquinas agrícolas, em 13.029 horas de trabalho de pesquisadores do Robert M. Trammell Music Conservatory e da Sharon Wick School of Engeneering, na Universidade de Iowa, Estados Unidos.

Impressionante, mas não verdadeiro. As imagens são uma cópia de qualidade mais baixa (e também um pouco editadas na parte de luz e sombra, para causar mais efeito de “realidade”) de um trabalho original de computação gráfica realizado pela Animusic, uma empresa que sincroniza animação e música.

Bom, isso acabou me lembrando de compartilhar um vídeo muito interessante que vi nos últimos meses. De alguma forma tem a ver com um esforço – ou melhor, sutileza – de engenharia, além dos caras terem se ligado especialmente nos sons ambientais na hora da realização.

 

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Laurie Anderson no Rio de Janeiro

1 Jun

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Considerei um presente o fato do Encontro da ANPUR no Rio de Janeiro coincidir com as datas da exposição retrospectiva de Laurie Anderson que está acontecendo na cidade, “I in U / Eu em Tu”. Impressionantemente, é a primeira dela no Brasil.

Logo no hall de entrada, a artista faz os transeuntes se reunirem em torno de uma távola redonda para ouvirem uma música escondida no interior das coisas. As ondas sonoras nos ligam num só corpo; nossos ossos vibrando juntos. Também é uma linda imagem de se ver, porque nos põe em posição de reflexão, de viagem ao interior. Laurie Coração-de-Leoa.

Há pontos de escuta em um mural, há sussuros em travesseiros, há hologramas falantes.

Talvez o mais alentador é que, embora Anderson seja música e utilize de um jeito muito pessoal o som, o que está por trás do que ela realiza é o poético vivido no cotidiano – de sonecas em espaços públicos a conversas de consultório. Não hermética. Singela, sim. Muitas vezes, é como se estivesse se comunicando com crianças. Sua dicção do inglês e a dinâmica que empreende à sua fala são ternamente hipnotizantes. Somam sentido ao que diz. Além disso, sua maneira de subverter forma e função dos objetos musicais – especialmente o violino, seu instrumento – é um caro exercício de transcendência.

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Localizando eventos sonoros + Arte sonora

19 Mai

Próxima semana acontece no Rio de Janeiro o XIV ENANPUR, o Encontro Nacional da ANPUR (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional). Acontece de dois em dois anos e nesta edição o tema é “Quem planeja o território? Atores, arenas e estratégias”.

Estarei lá apresentando o trabalho “Mobilizando informantes pela Internet para localização de eventos sonoros urbanos” na Sessão Temática 10 – “Rede: técnica e ciência na transformação do espaço”, coordenada pelos professores doutoras Ana Clara Mourão Moura (Geografia/UFMG), Andréa Pessôa Borde (PROURB/UFRJ), Fabio Duarte de Araújo (PUC-PR). Eis os detalhes:

Dia: 26.05.2011, quinta-feira

Mesa: Objetos Técnicos e Reorganização Territorial

Horário: das 13:30 às 15:30

Local: sala Madri VI, no 3º andar do Windsor Guanabara Hotel

Perdão pelo momentâneo abandono do blog, depois que me mudei (mudança começa alguns meses antes e, pelo jeito, termina semanas e semanas depois da mudança propriamente dita). Aproveito para deixar logo abaixo uma dica muito interessante para quem estiver em Porto Alegre amanhã pela manhã.

Palestra sobre arte sonora com o artista multimídia Mário Ramiro (USP), em #POA

Eis o texto de divulgação:

Palestra sobre arte sonora do artista multimídia Mário Ramiro acontece no IA/UFRGS nesta sexta, 20 de maio, às 10h. Entrada franca.

Evento:  Palestra “Objeto e espaço sonoro: o som como dimensão expandida da “escultura”" de Mário Ramiro (USP), atividade do Seminário de Pesquisa em Artes Visuais do IA/UFRGS
Data e horário: 20 de maio, sexta, às 10h
Local: Pinacoteca do IA/UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248, 1º andar)
Ingresso: Entrada franca

Na sexta, 10h, acontece no Instituto de Artes da UFRGS a palestra “Objeto e espaço sonoro: o som como dimensão expandida da “escultura”" de Mário Ramiro, artista multimídia e professor da USP. Mário Ramiro vai falar sobre o papel das vanguardas históricas no desenvolvimento de uma “arte do ruído” a partir da “Art of Noise” do futurista Luigi Russolo. A palestra procura apresentar uma visão panorâmica da produção histórica de arte sonora e também mostrar algumas experiências desenvolvidas no Departamento de Artes Visuais da ECA/USP.

Mario Ramiro é artista multimídia, formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi integrante do grupo de  intervenções urbanas 3NÓS3 e participante do movimento da arte e tecnologia no Brasil nos anos oitenta. O conjunto de sua obra inclui a criação de intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora. Participou também dos coletivos Autopsi, Hostilzinhos, Os Macaco e Snervo. É mestre em fotografia e novas mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo. Trabalha atualmente como professor do Depto. de Artes Visuais e do programa de Pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Divulgação: José Carlos de Azevedo – Secretaria de Comunicação do IA/UFRGS, fone 33084318, e-mail iaeven@ufrgs.br ou zecazevedo@hotmail.com. Visite o novo site do IA/UFRGS: www.artes.ufrgs.br. Siga o IA/UFRGS no Twitter: https://twitter.com/IA_UFRGS

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